O corpo do outro que
muitas vezes fica demasiadamente exposto, vulnerável, a mercê dos profissionais
de saúde, jamais pode ser tratado como um objeto. Será que estudantes e
profissionais de enfermagem realmente se dedicam a cuidar de todos independente
da situação?
Em muitas circunstâncias
o paciente está inconsciente ficando totalmente passivo, assim não sabe o que
se passa com ele e nem pode expressar seus sentimentos, desejos e anseios.
Devido a isso alguns profissionais, principalmente membros da equipe de
enfermagem, que lidam diretamente com o corpo do paciente não demonstram todo o
respeito que o outro merece e tem direito. Observa-se que com o paciente lúcido
o tratamento e a forma de manusear o corpo dele é mais cautelosa, já quando ele
está desacordado o empenho não é o mesmo.
Mas, felizmente nem
todos agem assim, e eu como estudante de enfermagem penso que essa relação com
o outro que várias vezes é permeada por um contato físico intenso deve ser
fundamentada no respeito e na imparcialidade. Acho que o profissional deve se
colocar no lugar do outro e pensar, se estivesse naquela situação como gostaria
de ser tratado.
Portanto, o corpo do
outro não é um objeto de estudo que está disponível para o estudante aprender a
realizar a assistência e procedimentos de enfermagem. É necessário sim aprender,
mas isso não pode trazer constrangimento ao outro, ou seja, deve-se lidar com o
corpo do paciente com a maior seriedade e cuidando da melhor forma possível.
Adailton Santos
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